De antologia, a entrevista televisiva ontem, de Zita Seabra. O tema envolvia a conduta da CGTP nas recentes negociações da chamada "Concertação Social". No fundo, ficámos a saber o que já todos sabiamos. Desta feita, confirmado por voz autorizada e insuspeita.
A abrir, a constatação de que dirigentes da central sindical afecta ao PCP teria aconselhado os seus homólogos da UGT a votarem favoravelmente o dito acordo. Estranho? Traição aos interesses do proletariado?
Simples manobra de bastidores, afinal. A CGTP está ciente de que a concertação era – e é – incontornável. Somente – não quer participar nela, meio único de poder manter a sua voz reivindicativa e agitadora nas ruas. Para a História ficará apenas a sua recusa em negociar. O seu clamoroso "não!".
Quer dizer: Carvalho da Silva e os seus apaniguados funcionaram a dois carrinhos. Por um lado, interessava-lhes o consenso, sob pena de um afundamento geral; por outro, a ausência da sua assinatura nesse papel consente-lhes continuar a descer a Avenida da Liberdade clamando pela defesa dos direitos dos trabalhadores. Eles já – como sempre – tinham avisado que…
A história não é de agora. Conforme Zita Seabra referiu, a ligação entre os dirigentes da CGTP e o Comité Central do PCP é estreitíssima. De tal modo que as reuniões deste usualmente contam com a participação daqueles. Sucede, apenas, que no momento da fotografia para a Imprensa… os sindicalistas se refugiam na casa-de-banho. Regressando depois, porventura para lancharem juntos.
Convenhamos que Estaline utilizava métodos mais radicais: em vez de enviar camaradas para o WC, espetava com eles na Sibéria… A moderação dos tiques comunistas é uma feliz realidade.
É assim…
João Afonso Machado
Wed, 25 Jan 2012 14:50:49 GMT


Qual é a novidade? Todos sabemos o que é o PC! Será que se esqueceram do PREC? A memória não pode ser tão curta. Os comunistas portugueses, foram e continuam a ser os mais retrógados. Emigrem para a Coreia do Norte, ficar-lhe-emos, eternamente agradecidos!!!